Olá, sou Engenheiro Naval, paraense, formado pela UFPA e resido atualmente em Manaus-AM

Criei este blog para compartilhar os conhecimentos e experiências adquiridas nesta belíssima cidade, no coração da amazônia. Saiba mais sobre mim...


Aqui você encontrará :

  • Discussões de ordem técnica.
  • Informações sobre a vida na Amazônia.
  • Coisas legais do cotidiano ;)

3 de fev de 2017

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Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental realiza Transmissão de Cargo

A Cerimônia de Transmissão de Cargo de Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental foi realizada no dia 19 de janeiro de 2017, na sede do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN). O Capitão de Mar e Guerra Alfred Dombrow Junior transferiu o cargo para o Capitão de Mar e Guerra Welliton Lopes dos Santos.
Para o Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental nomeado, o cargo impõe a importante tarefa de contribuir para a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica, nos rios da Amazônia Ocidental.
Da esquerda para a direita: CMG Welliton, Vice-Almirante Hecht e CMG Dombrow
Fonte: COM9ºDN
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1 de fev de 2017

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Empresários ajustam polo naval do Amazonas

No que depender dos representantes do setor naval amazonense, o polo naval 'sairá' do papel nos próximos meses. A alternativa, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), está no uso inicial de uma área liberada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que compreende 2,8 quilômetros de extensão, parte dos 10.057,88 metros que compreendem o projeto inicial, localizado no Lago Puraquequara.
Foto: Walter Mendes/JC
O acesso à área deverá acontecer por via fluvial por meio de dois portos que também serão construídos para atender aos trabalhos. A iniciativa recebe investimentos de um consórcio composto por 40 empresas lideradas pela Innovation Vessel PartnerShip. A nova estrutura deverá comportar o primeiro polo naval de reparos do Brasil.

Conforme o presidente do Sindnaval, Mateus Araújo, o sindicato buscou contato com o Incra na tentativa de utilizar pelo menos uma parte da área projetada para a implementação do polo naval, ao considerar o entrave judicial resultante das determinações feitas pelo Ministério Público Federal nos últimos dois anos. Ele explica que a falta da área propícia para o atendimento às demandas atrasa o setor, produtivamente. E agora, por meio da empresa Innovation Vessel PartnerShip, empresas estrangeiras demonstram interesse em operar em Manaus.

Araújo ainda ressalta que o novo projeto será apresentado nesta quarta-feira (11) ao procurador substituto responsável pelo processo no MPF-AM. “Vamos ao MPF nesta quarta-feira apresentar nossa proposta. A ideia é mostrar às autoridades que ao utilizarmos a via fluvial para transportar os materiais e a produção final, minimizaremos a questão do impacto ambiental. Com os trabalhos em andamento, teremos condições de receber grandes empresas que pretendem se instalar em Manaus”, disse Araújo. “Somente a partir dessa reunião vamos solicitar as licenças operacionais dos órgãos ambientais e então elaborar um cronograma de ações que deverá nortear o projeto”, completou.

O investimento total para o desenvolvimento dos trabalhos está orçado em R$ 14,5 milhões, valor que será repassado pelo consórcio. O sindicato avalia a possibilidade de instalação de dois portos, de onde será feito o transporte de peças. O trajeto fluvial das peças poderá ser feito pelas proximidades do balneário conhecido como Remanso do Boto, no Puraquequara, zona leste; ou ainda, das proximidades do porto da Ceasa, zona sul; em direção ao lago do Puraquequara, onde acontecerão os trabalhos navais.

De acordo com o presidente, o novo projeto trouxe ao setor a perspectiva de melhores índices produtivos e a consequente recuperação e impulso ao setor naval amazonense, que segundo ele, atualmente é o segundo maior polo em produção naval do Brasil. Araújo adianta que entre os pretensos trabalhos a serem incorporados à produção local está a instalação de um estaleiro voltado à indústria militar; além da viabilização para a produção de peças de offshore, e a construção de blocos de embarcações.

Ele ressalta a possibilidade de o polo naval amazonense se tornar o primeiro polo de reparo naval do Brasil. “A estrutura garantirá a construção de embarcações e ainda a efetivação de reparos. O Brasil ainda está desprovido de um polo voltado para reparos, que são trabalhos mais rápidos e rentáveis. Hoje, tudo é feito fora do país. Teremos condições de atender a todas as embarcações que precisarem de reparos”, explicou.

A estimativa, segundo o empresário, é que a partir dos investimentos o setor naval amazonense salte do faturamento anual de R$1,8bilhão para R$5 bilhões. A mão de obra, que atualmente emprega 8 mil pessoas, deve chegar à oferta de 12 empregos. Isso, nos próximos três anos, afirma o empresário.

Fonte: Portal Amazonia/Priscila Caldas


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20 de jun de 2016

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Construído em 1912, último navio a vapor está aportado em Manaus e vai voltar a navegar

Parte da história da navegação a vapor na Amazônia repousa, há 21 anos, na ilha do Caxangá, nas antigas instalações do estaleiro São João, o mais tradicional estaleiro do Amazonas, fundado há 86 anos. Repousando sobre a areia, já que a água do rio Negro não subiu este ano, o navio Benjamin guarda em seus convés marcas das aventuras que era, na época áurea da borracha, início do século 20, fazer viagens levando produtos extrativistas – à base da economia amazonense -, e passageiros no trajeto Belém-Rio Branco-Belém.

Foto: Ricardo Oliveira
Entrar no barco dá ao visitante uma sensação de que está entrando em um cenário de um antigo filme, tipo Fitzcarraldo, de 1982, que teve parte  realizada em Manaus, no Brasil, dirigido e roteirizado por Werner Herzog. Mais à frente, o leitor vai entender porque entrar no Benjamin – ou no que restou dele –, remete ao épico Fitzcarraldo, filmado na Amazônia peruana.

Com 55 metros da proa à popa, 9 metros de altura e 4 de comprimento, o Benjamin é mais velho que o Titanic. Foi lançado às águas em 1905, enquanto que o navio “que nem Deus afundava” fez a primeira viagem em 1912. Construído nos Estados Unidos, o primeiro nome do vapor “Benjamin”  era “Baturité” e foi construído por encomenda da empresa de navegação Nicolaus & Cia.

Construído nos Estados Unidos,  o vapor movido à lenha teria navegado até o Acre para transportar a produção da borracha que era exportada pelo porto de Belém. Com o declínio da borracha, veio navegar nas águas da Bacia Amazônica, transportando passageiros para Tabatinga.

À exceção dos poucos historiadores, quase ninguém lembra desses anos dourados vividos pelo vapor nas águas do rio Negro, Amazonas e Solimões. Mas, registros dessa época resistiram ao tempo e estão marcados nas paredes dos camarotes, onde uma placa pintada à mão anuncia uma oferta de promoção nos preços das passagens: “Manaus/Tabatinga – 30% de desconto; Tabatinga/Manaus – 50%.

Ao transpor o portão do velho estaleiro São João, na avenida Lourenço da Silva Braga (Manaus Moderna) na companhia do fotógrafo Ricardo Oliveira, ninguém sabe o que nos espera. “Faz logo uma foto, porque se o vigia nos colocar para correr a gente já segurou a imagem”, aconselho. Mas, o medo se dissipa quando vem ao nosso encontro o empresário Daniel Coutinho, um dos herdeiros do estaleiro e nosso amigo de longas datas,  que gerencia as antigas instalações.

Daniel conta que a última viagem do Benjamin foi em 1995. Veio navegando até as águas do rio Negro e, ancorado em Manaus, ficou retido por uma briga judicial entre os herdeiros da família Pacheco – Waldemar, Fred e Kátia Pacheco, à época os donos do navio.

— Ele chegou aqui navegando, em 1995, em perfeito estado, mas a ação do tempo deixou estragos. As letras de metal com o nome BENJAMIN foram roubadas, está vendo? – aponta Daniel para as sobras das letras, que ficaram tatuadas no casco.

De acordo com Daniel Coutinho, o vapor Benjamin é o único do gênero que ainda existe no Amazonas. Ao longo do tempo, muitos empresários visitaram o vapor tentando comprá-lo, mas nunca houve acordo em relação ao preço. A venda só seria concretizada em 2000, quando o empresário amazonense Dahilton Cabral desembolsou R$ 300 mil e virou o novo dono do Benjamin. Mas, essa é uma outra história.

Fonte: Em Tempo/Mário Adolfo
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14 de mar de 2016

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Navios: acidentes incríveis!

Os navios podem ter dimensões colossais. Uma quantidade inimaginável de estruturas em aço. Mas o que acontece quando algo dá errado?
Às vezes a força da natureza resolve mostrar o quanto somos irrelevantes perante a sua vontade. Outras, um erro banal de um condutor pode pôr tudo a perder.
De qualquer forma, esses grandes acidentes são intrigantes e aguçam aquela que é umas características mais marcantes do ser humano: a curiosidade!
[fonte da imagem: http://terra.com.br]

Navio se parte em dois

O navio Rena encalhou em um coral na costa da Nova Zelândia em 5 de outubro de 2011. Após três meses, sua estrutura, nessas condições, não suportou uma tempestade com ondas de 6 metros de altura e partiu-se em dois.
Saiba mais: Terra, Veja, Band, G1.


Desfecho

O acidente, considerado o pior desastre ambiental da história do país, provocou o vazamento de 400 toneladas de combustível no recife de Astrolabe, nas proximidades de Tauranga. Pelo menos 2 mil aves morreram como consequência do vazamento.
O capitão Mauro Balomaga e o navegador Leonil Relon, ambos das Filipinas, assumiram a culpa pelas acusações de terem operado o navio MV Rena de forma perigosa. Ambos foram condenados a sete meses de prisão.
Fonte: Terra.

Cargueiro aderna e fica à deriva

O navio Modern Express, de bandeira panamenha, com 164 metros de comprimento e transportando uma carga de 3.600 toneladas de madeira e máquinas, começou a tombar no dia 26 de janeiro de 2016. Todos os 22 tripulantes foram resgatados por um helicóptero após um chamado de emergência.
Saiba mais: BBC, UOL, G1.


Desfecho

Em 01 de fevereiro de 2016, a França consegue rebocar o cargueiro à deriva que ameaçava atingir a costa do país. A operação de resgate da embarcação foi concluída, com sucesso, no dia 03 de fevereiro. O navio foi rebocado até o porto Bilbau no norte de Espanha, pelo rebocador Centaurus, à velocidade de três nós.
Fonte: UOL, Euronews.
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2 de mar de 2016

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Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar (RIPEAM-72)

O que é o RIPEAM-72? Trata-se de um regulamento com a finalidade de evitar o abalroamento, aplicando-se a todas as embarcações em alto mar e em todas as águas a este ligadas. O abalroamento nada mais é do que o ato de ir de encontro a algum objeto, colidir-se.

Dica: O RIPEAM-72 também pode ser encontrado como COLREG - 72, sua sigla para o título original CONVENTION ON THE INTERNATIONAL REGULATIONS FOR PREVENTING COLLISIONS AT SEA, 1972.

O Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar foi adotada pela imo em 20/10/1972 e entrou em vigor internacionalmente em 15/07/1977. No Brasil, o RIPEAM foi aprovado através do Decreto Legislativo nº 77 de 31 de outubro de 1974, e entrou em vigor em 15 de julho de 1977.

O RIPEAM/COLREG é composto por 38 regras e 4 anexos, sendo as regras divididas em cinco partes:
  • Parte A - Generalidades (regras 1 a 3);
  • Parte B - Regras de governo e navegação (regras 4 a 19);
  • Parte C - Luzes e marcas (regras 20 a 31);
  • Parte D - Sinais sonoros e luminosos (regras 32 a 37);
  • Parte E - Isenções (regra 38).
Para quem está projetando uma embarcação, seja em uma disciplina da faculdade ou no mercado, as atenções são totalmente voltadas à parte C, (luzes e marcas) e ao anexo 1 (posicionamento e detalhes técnicos de luzes e marcas), necessários para o cumprimento da exigência da Seção II do Capítulo 3 da NORMAM-02, referente ao Plano de Luzes de Navegação.

Onde posso encontrá-lo?

A Diretoria de Portos e Costas (DPC) disponibiliza gratuitamente no seu portal. É uma versão editada pela DPC e constitui-se em uma tradução autorizada da “CONVENTION ON THE INTERNATIONAL REGULATIONS FOR PREVENTING COLLISIONS AT SEA, 1972 (COLREG-72)”, editada pela Organização Marítima Internacional (IMO). A tradução ao português foi autorizada pela IMO, com a ressalva de que, em caso de qualquer dúvida, deverá prevalecer sempre o texto em inglês.

Procure-o no portal da DPC ou baixe-o através do link www.mar.mil.br/cftp/zip/RIPEAM72.zip

A sua impressão é livre. Sua alteração e comercialização são proibidos.
Qualquer contribuição no sentido de serem corrigidas possíveis incorreções, devem ser envidas para webmaster@dpc.mar.mil.br.

A DPC disponibiliza, também, esta orientação do estudo do RIPEAM-72: https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap15a1.pdf

Não é raro encontrar divergências sobre as interpretações deste regulamento. O Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar é, de fato, um texto de difícil entendimento. A solução para essa deficiência, além de muito estudo, é a troca de ideias, informações e experiências entre os profissionais da área.
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